Pessoal.
Acabei de conversar com o pediatra da minha filha e como prometi vou colocar aqui exatamente o que me foi colocado por ele. Peço, apenas, que os que não concordarem com a opinião dele, respeitem-na. Eu próprio não a considero definitiva e ainda mantenho minhas dúvidas sobre manter ou não a viagem. Aliás, vou esclarecer que minhas dúvidas são um pouquinho diferentes das da maioria, pois elas se restringem à minha filha. Se não fosse por ela eu nem cogitaria de adiar/cancelar a viagem.
Bom, em síntese, como pediatra da minha filha de 05 anos ele não desaconselha, neste momento, a viagem que está marcada para 07 de agosto. Ele já foi procurado por outros pais e, entende que o índice de infecção e mortalidade da Gripe A não difere da gripe comum e que a resposta seria a mesma se ano passado eu tivesse feito essa indagação, ou seja, ele entende que não há razão para uma paranóia generalizada.
Ele considera que o acumulo de noticias e informações que agora vieram como uma avalanche está contribuindo para as pessoas ficarem um pouco mais preocupadas do que o normal. As medidas que estão sendo tomadas na Argentina já deveriam ter sido implementadas antes, de modo mais suave. Como não fizeram, agora vem tudo junto e dá uma falsa impressão de caos a quem lê e acompanha.
Como esquiadores e snowboarders, ele nos diferencia um pouco dentro dos riscos de contagio, pois nossa atividade é feita preponderantemente ao ar livre. Diferente, por exemplo de passar uma semana cultural ou de shopping em Buenos Aires, onde estatisticamente o risco de contágio aumenta pela presença permanente em ambientes fechados.
Mas, claro, recomenda cautela e muita atenção aos eventuais sintomas, bem como se informar direitinho sobre os procedimentos para atendimento no local para onde vamos e se o seguro viagem cobre esse atendimento. No avião, principalmente, ele recomenda a máscara.
A minha pergunta final para ele foi: se tu tivesse que levar um filho de 05 anos para esquiar, tu levaria? Ele respondeu que sim, que ele tem uma filha de 04 e que a levaria se fosse o caso.
Ah, sim, ele pediu para que eu mantenha contato, no mínimo mais umas duas ou três vezes antes da viagem para acompanharmos a questão.
Enfim, como eu disse antes, eu não pretendo que ninguém considere essas opiniões como definitivas, nem pretendo induzir ninguém a viajar ou deixar de fazê-lo. Apenas achei importante dividir as angustias e, por que não, uma opinião mais tranquilizadora. Quem tem criança deve consultar seus próprios médicos e decidir. Eu próprio ainda não decidi exatamente o que fazer, mas confesso que me alivia um pouco a opinião de um cara a quem eu confio a saude da minha filha desde o nascimento.
Sorte para todos.
Última edição por Josué; 03-07-2009 às 13:32..
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